Postalis volta ao centro do debate após reunião com a PREVIC sobre governança e prejuízos históricos
Entidades ligadas aos Correios discutem mudanças na governança do Postalis, retomada de participação dos trabalhadores e pressão sobre o caso BNY Mellon. Mas categoria cobra mais do que reuniões: quer transparência e resultados concretos.
Trabalhadores querem voz real no Postalis — e não apenas discursos de “governança”A reunião realizada entre entidades representativas, dirigentes ligados ao Postalis e a PREVIC reacendeu um tema que há anos preocupa os trabalhadores dos Correios: quem realmente controla as decisões do fundo de pensão e quem paga a conta quando os prejuízos aparecem.
O encontro discutiu mudanças na estrutura de governança do Postalis, participação dos trabalhadores nos espaços de decisão, limitação do voto de minerva da patrocinadora e até a pressão sobre o banco BNY Mellon, apontado como parte importante dos prejuízos históricos do fundo.
Mas entre os participantes cresce também uma dúvida importante:
essas discussões finalmente vão gerar mudanças reais ou serão apenas mais uma rodada de reuniões sem efeito prático para quem sofre descontos e insegurança sobre a aposentadoria?
O que foi discutido na reunião com a PREVIC
A reunião contou com participação da ADCAP, FINDECT, FAACO, APECT e representantes ligados ao Postalis e ocorreu dentro da Câmara de Mediação, Conciliação e Arbitragem da PREVIC.
Entre os principais temas debatidos estavam:
- retorno da eleição de diretor do Postalis pelos participantes;
- maior participação dos trabalhadores nos órgãos colegiados;
- limitação do voto de qualidade (voto de minerva);
- revisão do Estatuto do Postalis;
- pressão sobre o caso BNY Mellon;
- discussão sobre RTSA e prejuízos históricos.
Na prática, as entidades defendem que os participantes tenham mais força nas decisões do fundo e menos concentração de poder nas mãos da patrocinadora.
O voto de minerva virou alvo de críticas
Um dos pontos que mais chamam atenção é a discussão sobre o chamado voto de qualidade.
Hoje, em determinadas situações, o representante da patrocinadora pode desempatar decisões importantes dentro dos conselhos do Postalis. Para muitas entidades sindicais e participantes, isso cria um desequilíbrio de poder.
A crítica é simples:
quando o assunto envolve bilhões de reais, déficits e mudanças que impactam aposentados e trabalhadores da ativa, a decisão não pode ficar concentrada em um único lado.Esse debate ganhou força principalmente após anos de desgaste no Postalis, com déficits acumulados e cobranças extras sobre os participantes.
Participação dos trabalhadores voltou à pauta
Outro tema importante foi a defesa da volta da eleição de um diretor do Postalis pelos próprios participantes.
Esse modelo já existiu anteriormente e era visto por parte da categoria como uma forma de garantir fiscalização interna e representação direta dos trabalhadores.
Para muitos ecetistas, retirar esse espaço significou reduzir ainda mais a influência dos participantes dentro do fundo.
Agora, entidades tentam recolocar esse tema no centro da discussão.
Mas trabalhadores também alertam:
não basta apenas criar cargos eletivos se não houver transparência real e compromisso com os interesses da base.
Caso BNY Mellon ainda revolta participantes
O texto divulgado após a reunião também voltou a citar o caso envolvendo o BNY Mellon, frequentemente associado aos prejuízos históricos sofridos pelo Postalis.
O tema continua gerando indignação porque muitos trabalhadores entendem que:
enquanto participantes seguem pagando déficits e acumulando descontos, os responsáveis pelos prejuízos históricos ainda não deram respostas proporcionais ao tamanho do dano causado.
A cobrança por responsabilização continua forte.
Ao mesmo tempo, existe cautela dentro da própria categoria.
Isso porque trabalhadores já ouviram durante anos promessas de recuperação bilionária e soluções definitivas que nunca se converteram em alívio concreto no bolso dos participantes.
Trabalhador quer resultado - não apenas reuniões
Apesar da reunião ser vista como positiva por abrir espaço de debate, existe um sentimento crescente entre os participantes do Postalis:
a categoria está cansada de anúncios sem consequência prática.
O trabalhador quer saber:
- haverá redução de déficits?
- haverá mais transparência?
- os participantes terão poder real?
- os responsáveis pelos prejuízos serão cobrados?
- novos rombos poderão acontecer novamente?
Essas perguntas continuam sem respostas definitivas.
E é justamente por isso que muitos defendem que a categoria acompanhe de perto cada etapa das discussões.
Porque quando o assunto é fundo de pensão, quem sofre primeiro os impactos normalmente é o trabalhador.
O futuro do Postalis depende de pressão e fiscalização da categoria
A discussão sobre governança pode ser importante.
Dar mais participação aos trabalhadores também pode representar avanço.
Mas experiência recente mostrou que confiança sem fiscalização custa caro.
Por isso, especialistas da própria categoria defendem que os ecetistas acompanhem:
- mudanças no Estatuto;
- decisões da PREVIC;
- movimentações sobre o BNY Mellon;
- e qualquer alteração que impacte aposentadorias e contribuições futuras.
O Postalis mexe diretamente com o futuro financeiro de milhares de trabalhadores dos Correios.
E decisões tomadas agora podem impactar a categoria durante décadas.
Você acredita que os trabalhadores terão mais poder real dentro do Postalis ou tudo continuará como antes?
Compartilhe esta matéria e participe do debate com outros ecetistas.
✍️ Por Junior Solid
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