Taxa negocial: Sintect-SP acerta ao respeitar sindicalizados e expõe incoerência de outros sindicatos

A decisão do Sintect-SP de garantir o direito de oposição à taxa negocial apenas aos trabalhadores não sindicalizados é correta, justa e deveria servir de exemplo para todos os demais sindicatos dos Correios no país.

Não faz sentido algum que trabalhadores sindicalizados, que contribuem mensalmente durante todo o ano para manter a estrutura sindical, financiar assessoria jurídica, comunicação, mobilizações e greves, sejam novamente penalizados com a cobrança de uma taxa negocial após uma campanha salarial.

Essa prática distorce o princípio da contribuição sindical consciente e enfraquece a própria lógica da organização coletiva.


Quem não contribui não pode ser tratado como quem sustenta o sindicato

A taxa negocial existe para cobrir os custos da negociação coletiva e das conquistas garantidas por ela. No entanto, é preciso deixar claro: quem banca a luta cotidiana do sindicato são os sindicalizados.

São eles que:

  • Pagam mensalidade o ano inteiro
  • Participam de assembleias
  • Estão presentes nas greves
  • Sustentam financeiramente e politicamente a entidade

Já os não sindicalizados, em grande parte dos casos, só aparecem quando as conquistas já estão garantidas. Muitos, inclusive, não aderem às greves, criticam a mobilização e, ainda assim, se beneficiam integralmente dos resultados da luta coletiva.

Cobrar a taxa negocial de quem já contribui mensalmente é, na prática, punir quem está organizado e premiar quem se mantém à margem da luta.


Sintect-SP respeita a lógica sindical e a justiça contributiva

Ao informar que o desconto da taxa negocial será aplicado exclusivamente aos trabalhadores não sindicalizados, com direito de oposição garantido no prazo legal, o Sintect-SP demonstra coerência, respeito à base e compromisso com a justiça sindical.

Essa postura fortalece o sindicato, estimula a sindicalização e corrige uma distorção histórica que tem gerado revolta entre trabalhadores conscientes e comprometidos com a luta coletiva.

Mais do que isso: deixa claro que direitos não caem do céu e que a organização sindical tem custo — custo esse que não pode ser jogado sempre nas costas dos mesmos.


O problema dos “não grevistas” e do comportamento pelego

É impossível ignorar que uma parcela significativa dos não sindicalizados também costuma ser a dos não grevistas, dos que se escondem nos momentos decisivos e depois aparecem para usufruir das conquistas.

Esse comportamento, muitas vezes associado ao peleguismo e à acomodação, enfraquece a categoria e favorece a empresa, que se aproveita da divisão interna para impor retrocessos.

Ao direcionar a taxa negocial para quem não contribui regularmente, o Sintect-SP envia um recado claro: luta coletiva exige compromisso coletivo.


Um exemplo que precisa se espalhar

Se todos os sindicatos adotassem essa mesma postura, teríamos:

  • Mais estímulo à sindicalização
  • Mais justiça na cobrança das contribuições
  • Mais consciência política na base
  • Sindicatos mais fortes e legítimos

A decisão do Sintect-SP não divide a categoria — pelo contrário, organiza, educa e fortalece.

Que sirva de exemplo. Porque sindicato forte se constrói com coerência, respeito a quem luta e enfrentamento ao oportunismo.

✍️ Por Junior Solid

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