Nos últimos dias, a angústia tomou conta de muitos trabalhadores e trabalhadoras dos Correios diante de notícias sobre dificuldades financeiras da empresa. Manchetes alarmistas ganharam força, mas é preciso colocar os fatos no devido lugar. O 13º salário nunca esteve em dúvida para a categoria, porque não se trata de bondade de governo ou de gestão: é direito trabalhista garantido em lei.
A recente declaração do ministro das Comunicações, afirmando que o 13º será pago, não traz surpresa aos trabalhadores organizados. Ela apenas confirma aquilo que sempre soubemos — e sempre defendemos.
13º salário: uma obrigação legal
O 13º salário é um direito constitucional. Está previsto na legislação trabalhista e não pode ser suspenso, parcelado arbitrariamente ou negado, independentemente da situação financeira da empresa.
Quando o ministro afirma que “não existe possibilidade de não pagar o 13º”, ele apenas reconhece o óbvio: calote em direito trabalhista é ilegal e inaceitável. Para os trabalhadores dos Correios, isso nunca foi motivo de dúvida.
Quem vive o dia a dia da empresa sabe: se há algo que sempre foi pago, mesmo nos piores momentos, foram os salários e o 13º. E não por generosidade, mas por obrigação.
A angústia tem explicação
Se o direito é claro, por que tanta preocupação?
A resposta está no histórico recente:
- anos de arrocho salarial;
- retirada e ameaça constante a direitos históricos;
- propostas frustrantes de Acordo Coletivo;
- e uma direção que, em audiência no TST, admitiu dificuldades financeiras.
Esse conjunto gera insegurança real. O trabalhador não reage por histeria, mas por experiência. Quem já apanhou não confia em promessa vazia.
Não confundamos o essencial com o mínimo
É importante deixar claro: pagar o 13º não resolve o problema dos Correios.
O 13º é o mínimo:
- não recompõe perdas salariais;
- não garante reajuste;
- não devolve direitos retirados;
- não assegura melhorias nas condições de trabalho.
Usar o pagamento de um direito básico como discurso político ou tentativa de acalmar a categoria é insuficiente. A luta dos trabalhadores vai muito além disso.
O que a categoria deve fazer agora
- Manter a serenidade, porque o direito será cumprido;
- Manter a vigilância, porque o futuro do ACT segue em disputa;
- Manter a organização sindical, única garantia real de conquistas.
A história dos Correios mostra que nenhum direito caiu do céu. Tudo foi conquistado com mobilização, pressão e unidade.
A verdade nua e crua
Os trabalhadores dos Correios nunca duvidaram do pagamento do 13º, porque sabem distinguir direito de favor. A fala do ministro apenas confirma aquilo que a categoria sempre soube.
O debate real não é se o 13º será pago.
O debate é:
- qual projeto existe para salvar os Correios;
- quem paga a conta da má gestão;
- e se os trabalhadores continuarão arcando sozinhos com o peso da crise.
Direito garantido, luta permanente. Porque, como sempre foi, sem pressão não há avanço.
✍️ Por Junior Solid
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