6 de Janeiro – Dia Nacional do Sindicalista: a força de quem transforma indignação em luta organizada

O Dia Nacional do Sindicalista, celebrado em 6 de janeiro, não é apenas uma data comemorativa. É um marco histórico e político que reafirma o papel fundamental da organização coletiva na defesa dos direitos da classe trabalhadora. Em um cenário de constantes ataques, retrocessos e tentativas de desmobilização, a data serve como lembrete: nenhuma conquista veio sem luta — e nenhuma se mantém sem organização.


Sindicato: instrumento de união e resistência

O sindicalismo nasceu da necessidade dos trabalhadores se organizarem frente à exploração, às jornadas exaustivas e à ausência total de direitos. Foi a partir da ação coletiva, da mobilização e da pressão organizada que direitos básicos passaram a existir.

A jornada de trabalho regulamentada, as férias remuneradas, o 13º salário, as normas de saúde e segurança no trabalho e os acordos coletivos não foram concessões espontâneas de governos ou patrões. Foram conquistas arrancadas com luta, muitas vezes enfrentando repressão, criminalização e perseguições.

Por isso, sindicato não é favor, não é serviço: é instrumento de defesa coletiva.


A luta sindical na história dos Correios

Na história dos trabalhadores e trabalhadoras dos Correios, a luta sindical sempre foi uma marca registrada. A categoria construiu, ao longo de décadas, uma trajetória de resistência que ajudou a preservar direitos, fortalecer o Acordo Coletivo de Trabalho e defender o caráter público da empresa.

Greves históricas, mobilizações nacionais, enfrentamento às tentativas de privatização, resistência ao sucateamento e à retirada de direitos fazem parte da memória coletiva dos ecetistas. Cada cláusula mantida no ACT, cada direito preservado, é resultado direto da organização sindical e da participação da base.

Sem sindicato, os ataques avançam com mais facilidade. Com sindicato forte, a categoria resiste.


A importância do sindicalismo hoje

Celebrar o Dia Nacional do Sindicalista também é reconhecer os desafios atuais. Vivemos um período em que:

  • Direitos trabalhistas seguem sob ameaça;
  • O discurso contra sindicatos é usado para enfraquecer a organização coletiva;
  • A sobrecarga, o adoecimento e o assédio avançam nas unidades;
  • Tentativas de dividir a categoria se intensificam.

Nesse contexto, o sindicalismo segue sendo uma ferramenta essencial de defesa, mas sua força depende diretamente da participação dos trabalhadores.

Sindicato não é apenas diretoria, sede ou estrutura. Sindicato é base mobilizada, consciente e presente.


Nada vem sem luta. Nada se mantém sem organização.

O 6 de janeiro reafirma uma verdade histórica: quando os trabalhadores se organizam, avançam; quando se desmobilizam, perdem.
Se sindicalizar, participar das assembleias, debater, cobrar e fortalecer a entidade representativa é fortalecer toda a categoria.

A luta sindical não é passado. É presente e futuro.
E nos Correios, mais do que nunca, organização coletiva é sinônimo de resistência e defesa do serviço público.

📢 Sindicato forte se constrói com presença, consciência e ação coletiva.


✍️ Por Junior Solid

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